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Samurai Executor
EXECUÇÃO SUMÁRIA
Embora Samurai Executor tenha chegado
só recentemente às bancas, ele foi conce-
bido antes do lendário Lobo Solitário,
mangá mais famoso da dupla Kazuo Koike
e Goseki Kojima, que assumem o roteiro e
a arte deste projeto, respectivamente.
O lançamento, antes previsto para o ano
passado, e depois para maio, só se efe-
tuou em junho, no evento Fest Comix.
Vale lembrar que, em três anos, essa é
nada menos do que a quarta obra de
Koike a aportar no Brasil. Além do Lobo
Solitário, precedem Yuki (Editora Conrad)
e Crying Freeman, trazido ao país pela
própria Panini Comics.
Samurai Executor foi originalmente publicado em dez volumes no Japão durante os anos de 1972 e 1976. Mesmo para os dias atuais é um mangá ousado. Bastante adulto e repleto de muitas cenas de sexo e violência. Diferentemente
do convencional, que seria uma única história extensa, o que se lê aqui são diferentes meandros – uns deveras longos, outros diminutos – que aprofundam a vida conturbada e perturbadora do protagonista Asaemon Yamada. |
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O personagem principal é o terceiro de uma
estirpe de samurais executores. Sua única missão
é decapitar facínoras e delinqüentes condenados à morte
sem qualquer ressentimento. Ao contrário
de seus ascendentes, Yamada prefere se manter
celibato, uma vez que para ele não é justo que
alguém dedicado a matar a vida de indivíduos,
ainda que culpados, coloque pessoas no mun-
do. Dessa maneira, assim que morresse,
encerraria a linhagem que tantos assassinatos
provocou nos tempos feudais no perímetro
nipônico. No primeiro volume há uma
avalanche de histórias: sete. As iniciais
servem para apresentar toda a
trajetória e as características peculiares
de Yamada. Nas restantes ele recebe
menos destaque para ensejar o realce
de outros personagens, sobretudo os
que serão executados pelo carrasco,
como Yoshichi em “Toushou
Daigongen”, em que até o tema da
pedofilia é abordado. Cada história
consegue ser atraente mesmo com
tantas figuras novas sendo apresenta-
das em tão pouco tempo e, mais
impressionante, sem perder o fio
condutor da narrativa. |