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Lá pelos idos de 1999 um pequeno novo serviço de Internet foi criado. Seu nome era Blogger. Não foi o primeiro serviço de blogs que existiu, mas definitivamente foi um dos maiores responsáveis pela popularização tanto do termo blog quanto da mídia blog em si. Naquela época, quando eles começaram a virar modinha, não faltaram críticos, que não entendiam como uma coisa aparentemente tão sem importância pudesse estar se popularizando tanto. “Ora, mas qual a utilidade de criar uma página para ficar escrevendo diarinho na internet?”
Hoje em dia os diarinhos ameaçam tanto a mídia tradicional que recentemente o Grupo Estadão lançou uma campanha publicitária com o único intuito de minar a credibilidade dos blogs. Eles são ferramentas de comunicação necessárias para toda e qualquer grande empresa que queira ter uma presença na rede. São fonte de renda para milhões de pessoas, fonte primária de sustento para mais alguns milhares e um valiosíssimo canal de oportunidades para sabe-se lá quantas. Ninguém duvida dos blogs.
Hoje, no nosso atual 2007, mesmo sem perceber, vivemos algo parecido. Só que, em vez de Blogger e blog, os termos são Twitter e microblog – a arte de escrever um post com 140 caracteres ou menos.
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O que você está fazendo? |
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Ao entrar na home page do Twitter, você se depara com o que provavelmente é uma das piores autodescrições de serviços de Internet no ar atualmente: “Uma comunidade global de amigos e estranhos respondendo a uma simples pergunta: ‘O que você está fazendo?’” Esta descrição é provavelmente a causa de nove entre dez pessoas que desistem de experimentar o serviço antes de se cadastrar. Por que, convenhamos, qual seria a utilidade de um serviço que ficasse te enviando (e te fazendo enviar) mensagens do tipo “estou indo dormir”, “vou ouvir música” ou “saindo para jantar”? Por isso é quase um consenso entre entre os twitterers que uma pergunta muito mais adequada para figurar na descrição seria “O que você está pensando?”. |
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