ARENA MAGAZINE #24
 

Bleach
YUSUKE URAMESHI 2.0

Bleach é mais um dos atuais nomes peso-pesados dos animes que chega também em versão mangá no Brasil. Trazido pela Panini Comics, o título mantém o padrão de qualidade estabelecido pela editora, consolidando-a ainda mais, agora com um nome aclamado popular-
mente no portfólio.

 




Predomina a exploração do relacionamento entre um mundo
que conhecemos e outro marcado pela magia e fantasia, jor-
nada esta encabeçada por uma figura marcante e fácil de se identificar. Afinal, quem nunca foi um adolescente rebelde com vontade de fazer tudo da própria maneira?

O diferencial em Bleach fica por conta da ferocidade e estilo das batalhas. Os Hollows são criaturas grotescas que remetem por
vezes a Evangelions ou seres esqueléticos. Os shinigamis, por
sua vez, trajam indumentárias típicas de samurais, espadas baca-
nas e podem se valer de um leque de poderes especiais
chamados Kidou.

 

Este mangá de Tite Kubo soa como uma versão
alternativa de Yu Yu Hakusho. O protagonista é
Ichigo Kurosaki, um temperamental garoto de
quinze anos que tem a estranha peculiaridade
de se comunicar com fantasmas – poder
partilhado em menor capacidade pelas irmãs,
que apenas conseguem visualizar vultos.

Eventualmente, o rapaz conhece Rukia Kuchiki, uma shinigami (deusa da morte) responsável
por levar almas penadas para o céu e, principalmente, combater os Hollows, espíritos malignos que se alimentam de almas – sejam elas de humanos vivos ou mortos.

Por conta de uma ferrenha batalha – exibida já neste primeiro volume da história –, Ichigo
acaba assumindo também as responsabilidades de shinigami, ao passo em que deve também se ater aos compromissos escolares. Por conta também da forte personalidade birrenta do anti-herói, essa soma de elementos cria uma dinâmica simpática e intrigante que remete diretamente à Yu Yu Hakusho e uma série de outros mangás e animes.