ARENA MAGAZINE #25
 
  Resident Evil:
A Extinção
  ADAPTAÇÃO EM EXTINÇÃO
   
  Se você é fã de Resident Evil e leva os filmes inspirados na franquia survival horror da Capcom a sério, precisa rever seus conceitos. Encarar os longas como adaptações é um atentado contra as suas memórias gamísticas pela mansão e ruas escabrosas de Racoon City e, mais recentemente, pelo vilarejo de língua espanhola sem nome.
  Por incrível que pareça, é preciso ignorar o título e esquecer os jogos para poder se entreter e olhá-los sob o prisma de quem não conhece a série. Ainda que sutis alusões porventura apareçam e sejam suficientes para você abrir um tímido sorriso de nostalgia. Por esse ponto de vista, Resident Evil: A Extinção é, em linhas gerais, uma obra mediana para menos, com uma história forçada até mesmo para os padrões mais funestos de películas de horror. O que não quer dizer que não seja minimamente divertido.
  A Extinção se passa logo após os acontecimentos de RE: Apocalipse, o segundo da série. Bem como nos jogos RE2 e RE3, no final deste filme Racoon City foi subvertida. E, ao contrário dos games, o T-Virus não foi extirpado. Pelo contrário, se deflagrou por todo o mundo, a ponto de secar os rios, mares e oceanos. Como, eu não faço a menor idéia, já que não há explicação plausível para tanto. Por conseguinte, isso recrudesceu a erosão do planeta, transformando-o em um gigantesco deserto – deserto, o cenário de RE5?