| Dando continuidade ao excelente trabalho feito no mercado brasileiro de mangás, a Panini emenda de rajada a terceira série de Lodoss War. |

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| Após A Lenda Do Cavaleiro e A Bruxa Cinzenta, chega a vez de A História De Deedlit, minissérie em dois volumes que proporciona uma mudança contundente no modelo visto até agora. |
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| Ao contrário das jornadas anteriores, que são do estilo shonen, direcionado ao público masculino e com foco maior em ação, História De Deedlit é um shojo. Ou seja, por ser originalmente planejado para jovens leitoras, oferece um traço mais delicado e andrógino, além de roteiros com carga emocional maior e nem tanta porrada. |
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O roteiro de Ryu Mizuno – criador da franquia – desta vez se espalha em pequenos romances, histórias curtas, contos, praticamente. Todos eles se passam cronologicamente após os eventos vistos no arco A Bruxa Cinzenta e colocam os holofotes sobre a gracinha elfa loira e nobre Deedlit, mostrando o amadurecimento dela no convívio com os seres humanos, conflitos morais com outros elfos e o amor crescente pelo guerreiro livre Parn. Resumindo, historinhas muito mais água com açúcar do que ficamos acostumados a esperar da marca Lodoss War.
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A princípio, no primeiro conto, esta mudança abrpta causa estranhamento e uma certa decepção. O leitor fica na ponta dos dedos para virar cada página, mas não de excitação e sim na expectativa de que acabe todo o papinho furado e lenga-lenga e a ação comece logo.
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Tal panorama muda ao final desta história inicial. Até lá, já é possível sacar o ritmo diferenciado e a predileção pelos conflitos emocionais ao festival de espadas tilintando e magias pirotécnicas por todos os lados. Tanto que no excerto seguinte – também o último deste volume – é muito mais prazeroso acompanhar o conflito apresentado.
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