O novo guerreiro e o velho
demônio

O enredo dá continuidade à cronologia da série, ou seja, pega de onde terminou DMC 2. Aqui uma grande novidade: o protagonista Dante divide os holofotes com Nero, um rapaz que, inexplicavelmente, tem visual idêntico ao do herói tradicional. Cabelos brancos, roupas vermelhas, mullets estilosos, pistolas e uma espada gigante. Tudo lá. Ou seja, não é lá uma novidade tão substancial.

No enredo, Nero e Dante se confrontam durante boa parte trama, que tem sua dose de reviravoltas previsíveis. Eventualmente, assumimos o controle de Dante, resultando numa jogabilidade familiar aos veteranos. Explico mais adiante.

Com Nero, o sistema de batalha não apresenta grandes variações em relação ao sistema já estabelecido na franquia. Movimentos rápidos, combos frenéticos, pulos grotescos e imprecisos e ampla variedade de golpes. A inovação fica por conta do poder Devil Bringer, uma espécie de mão demoníaca que agarra inimigos, jogando-os e trazendo para perto, o que aumenta bastante o leque de caminhos a seguir com um combo. Conforme se avança, o Devil Bringer ganha novas habilidades, aumentando assim a força de Nero.

A jogatina com Dante mescla todos os estilos presentes em DMC 3. Ao toque de uma seta no direcional digital você troca de modo de luta, deixando de lado a necessidade optar por apenas um logo no começo da fase. Novamente, vemos uma ampliação das opções ao realizar seqüências de golpes – que, convenhamos, são a essência de Devil May Cry.

E ainda devo acrescentar os combates contra chefes que são todos impressionantes e complicados, exigindo estratagemas específicos para serem batidos. Nada revolucionário, mas tão bem realizados que fica difícil não classificá-los como alguns dos melhores dos atuais videogames.