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Lindo de chorar?
Como primeira incursão da franquia em uma geração adiante de videogames, DMC 4 representa um grande salto para a franquia e mesmo considerando os jogos concorrentes sobressai de maneira proeminente.
Isso se deve à combinação de personagens bem animados e detalhados com cenários amplos e igualmente ricos em minúcias. Pena que não sejam lá tão interativos, o que deve frustrar um bocado de fãs mais exigentes.
De fato, o potencial gráfico foi usado apenas de maneira a deixar tudo mais bonito apenas. Nada de aplicação de física realista, elementos interativos ou semelhantes. O que não significa que seja um jogo incompetente. Pelo contrário, quase tudo que se propõe a fazer o realiza com esmero.
Todavia, sou obrigado a citar o quão ridículo é o efeito de luz passando através de copas de árvores. Absolutamente mal feito, trêmulo e indefinido. Um ultraje. Ainda bem que é só isso. Claro, os inimigos também se repetem à exaustão, mas isso não chega a ser uma falha e, mesmo se fosse, já é algo esperado pelo próprio gênero do game.
A trilha sonora peca pela repetição. O que a princípio é um rock frenético e até empolgante com o tempo se tornar uma insistente chateação graças à batida sempre pesada.
A dublagem mantém o nível mantido pela série: canastrona e engraçada de tão forçadas as entonações e ridículas as frases. O roteiro já não é dos mais fantásticos, ainda que divertido, e os diálogos se apóiam em frases de (pouco) efeito conferindo um ar meio de pastelão. Obviamente, nada que comprometa a diversão, já que o importante aqui é o competente sistema de jogo, mas já está na hora da Capcom caprichar mais nestas arestas – trata-se já do quarto capítulo da série.
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