Halo Graphic Novel

MAESTRIA EM BAIXA

Não é preciso ter jogado Halo para testemunhar o seu portento na trilogia de FPSs com dois episódios para Xbox e o desfecho para X360. O terceiro inclusive foi laureado como o produto do entretenimento a atingir o mais rápido sucesso em 24 horas, US$ 170 milhões, sobrepujando cinema e qualquer outra mídia. Mas é necessário que você conheça os três jogos a fundo para compreender as quatro histórias de Halo Graphic Novel.

Uma das características, dentre tantas, que sempre foi questionada a fim de julgar se a aura de hype que gravita em torno da grife era de fato justificada, o questionável carisma do protagonista Master Chief, já é colocada em xeque. Não por mim. Pela própria Lorraine Mclees da Bungie Studios no prefácio, quando ela se refere às adaptações necessárias para a HQ: “...deixar o herói principal menos robótico e mais um homem comum na armadura”. Disse, em outras palavras, que o personagem não tem os sentimentos de um humano. Olha que existem muitos robôs simpáticos nos videogames.

Também cutuca outro elemento, a trama: “fazer algumas mudanças na história, cortar alguns erros de continuidade, melhorar o ritmo dos desenhos”. Arrogância ou a mais pura sinceridade? Está mais para a segunda opção e olha que há quem diga que o universo Halo é fascinante, impoluto e magnânimo, a ponto de rivalizar com Guerra nas Estrelas. Uma pilhéria.

Isso não melhorou na Halo Graphic Novel. Piorou. Os enredos, que exigem o seu profundo conhecimento dos entrechos dos jogos – para você ter uma idéia, a “A Última Viagem da Infinite Succor”, da abertura, é baseada em eventos que aconteceram em Halo 2 –, a noção da origem dos Covenants e Floods, são lamentavelmente chatíssimos. “Escapando da Quaretena”, rabiscada e engenhada por Tsutomo Nihei, é uma vergonha. Sem diálogos, é diminuta, com 12 páginas de pura bobagem. Os desenhos são belos, contudo.