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Jogos do Poder
POLÍTICA AMERICANA
QUESTIONA SEM COMPLICAR
Fatos históricos comumente servem de inspiração para o cinema, mas é curioso ver como cada vez mais tramas usam como fonte a própria História dos Estados Unidos. O vencedor do Oscar, Sangue Negro, é assim e o mesmo acontece com Jogos do Poder.
O enredo transcorre num período relativamente recente, no caso, os anos 1980, e mostra como o fanfarrão congressista Charlie Wilson conseguiu ser considerado um herói nacional após colaborar decisivamente para o fim da Guerra Fria. Os eventos que pontuam a trama ocorreram realmente e tem como desenlace o armamento do Afeganistão e região por parte dos Estados Unidos, ou seja, é um filme que volta ao passado para de certa maneira questionar o presente.
Mas isso nem de longe é tão patente – está mais para um sentido implícito. Na cobertura, Jogos do Poder é um drama político leve com boas pitadas de humor. Talvez não fosse nem intencional, mas fato é que o trio de protagonistas mostra em tela uma química difícil de ser batida.
Tom Hanks empresta seu talento ao próprio Charlie Wilson, um político entregue aos prazeres das mulheres e da bebida, mas que preserva um certo senso de justiça e responsabilidade pública. Julia Roberts aparece fantástica como a socialite ricaça Joane Herring, que vive dando festas em casa e concomitantemente se preocupa com a situação social no Oriente Médio. Por fim, Philip Seymour Hoffman num papel que lhe rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, o agente secreto Gust Avrokotos, um cara amargo e extremamente irônico, mas também competentíssimo profissional.
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