Preview: Final Fantasy XII - Revenant Wings

EGM Brasil
01/03 - 16:51
Até algum tempo atrás, ter dois jogos Final Fantasy com o mesmo número era algo impensável. Hoje em dia, virou moda. Então, por que não lançar uma seqüência de um capítulo numerado no console que está mais na moda?
Novas e velhas faces
Continuação direta de Final Fantasy XII (PS2), Revenant Wings traz Vaan e Penelo como protagonistas. A nova direção de arte do game, no entanto, pode enganar: Vaan e Penelo têm cara de crianças, mas o game se passa um ano após o final do original. Como o final de FFXII mostrou (cuidado, spoiler), Vaan se tornou um pirata dos céus com sua própria airship, e Penelo o acompanha em suas viagens em busca de tesouros (fim do spoiler).
O jogo começa na ilha de Remless, no continente voador de Pruvama (onde fica Bhujerba), mas também terá outras localidades no mundo lá embaixo. Não foi possível colocar todo o monstruoso mundo de Ivalice no game de DS por motivos óbvios, mas além das localidades novas, vários lugares conhecidos poderão ser explorados, mostrando a vida depois da queda do império.
Remless é morada de outra raça de Ivalice, que não havia aparecido antes: os Aegyl, humanos alados que, apesar de voarem, têm ciclo de vida médio de apenas 40 anos. Um personagem vital para a história de RW será Llyud, um guerreiro Aegyl. Falando em personagens, Balthier e Fran já têm presença confirmada. Basch provavelmente fará uma participação, assim como Ba’Gamnan, Tomaj e Nono.
Batalhas portáteis
Não dá para negar que FFXII tem um dos sistemas de batalha mais meticulosos e funcionais da história dos RPGs. O game para DS segue a mesma fórmula, mas não espere ver uma simples réplica. Muitos ajustes e adaptações foram feitos. Nem todos os detalhes foram revelados, mas sabemos que os Gambits continuam (embora simplificados), assim como as Skills. Ao que parece, os personagens atacam automaticamente quem estiver mais próximo, e você pode movimentá-los ou então usar outros comandos. Lembrando que tudo se passa em um ambiente 2D, numa perspectiva isométrica e com belíssimos sprites que caracterizam muito bem seus equivalentes do jogo de PS2. A exemplo de FFIII, este capítulo também trará cenas em CG ao DS.
De volta ao sistema de jogo, a diferença maior, obviamente, fica por conta do uso da tela de toque. Para lançar magias que causam dano por área, você terá que desenhar um retângulo no local desejado. Se quiser, será possível controlar as batalhas apenas com a Stylus.
Muita gente reclamou da utilidade das Espers em FFXII. Na verdade, da falta de utilidade. Não serviam para nada, basicamente. Contudo, isso irá mudar aqui. Motomu Toriyama (FFX-2, FFXIII), diretor e roteirista, disse que Revenant Wings terá o maior número de invocações de um FF. Segundo ele, elas serão um elemento-chave para as batalhas, pois “são usadas de um jeito diferente dos outros jogos”. As criaturas já confirmadas incluem Belias e Cúchulainn do original, mais algumas novas como Cactite, Alraune e Garchimacera, antes monstros comuns.
Toriyama mostrou interesse em um possível modo cooperativo via Wi-Fi, porém, ressalta que apenas fará isso se for possível eliminar todo tipo de lag.
Com outros dois games Final Fantasy saindo para DS em breve (Crystal Chronicles: Ring of Fates e Final Fantasy Tactics A2), serão três games da maior série da Square Enix para o portátil da Nintendo em apenas um ano. Se bem que tem Crisis Core: FFVII, FFT, FFI e FFII no PSP. Ó, dúvida cruel!