“Patapon” justifica compra do PSP

Caio Teixeira
05.03.2008
“Patapon”, jogo de plataforma 2D, exclusivo para o portátil PSP, foi desenvolvido pela Interlink – a mesma criadora de “LocoRoco” – e lançado no último dia 26 de fevereiro. Alguns reviews publicados em sites especializados já afirmam que o título, simplesmente, vale a compra de um PSP.
A qualidade gráfica não pode ser comparada ao “Crysis”, por exemplo, entretanto vale ressaltar o quão bonito é o seu jeito “Jumanji” de ser, que segue os traços de “LocoRoco”. O som é o que dá o tom empolgante (e viciante) do game. A dificuldade de cada fase é delimitada pelo seu próprio sentido de ritmo musical, no entanto, não ouse compará-lo ao “Guitar Hero”: “Patapon” não é mais um simulador somente; o game é uma mistura de real-time strategy (RTS) com o jogo baseado no ritmo.

"Patapon"
Apesar de todas as suas qualidades, “Patapon” não tem cacife para tornar-se o principal game de um jogador; ele não é um título que o fará desistir de tentar acabar “Call of Duty 4: Modern Warfare” no modo “ultra-hard”, por exemplo.
Inovando
A história de “Patapon” dá um toque especial ao jogo. A tribo patapon quer chegar a uma terra sagrada chamada Earthend. Para isso a tribo conta com a ajuda de uma divindade (o jogador) para coordenar o ritmo musical que dita como seus guerreiros irão batalhar.
Cada botão do PSP tem um som diferente e as combinações fazem com que seus guerreiros ataquem, defendam ou simplesmente avancem na fase. O interessante é que todo o movimento deve ser planejado, afinal você não pode parar de atacar de repente e defender o ataque de um inimigo; tudo deve ser feito no seu ritmo.

"Patapon"
É interessante compreender como a percepção aguçada do ritmo facilita a mudança de estratégia. Se você é aquele tipo de pessoa que canta fora do tempo, provocando vergonha alheia quando vai ao karaokê, talvez tenha alguma dificuldade no jogo.
Você dá inicio a trama com três pequenos lanceiros que avançam no jogo e recebem reforços de arqueiros e guerreiros. O jogo permite um avanço agradável, em um ritmo sutil, de modo que a diversão seja contínua.
A cada nova fase você libera classes de guerreiros, armas e defesas. Os movimentos também devem ser liberados já que ambém não é possível seguir com a defesa, assim, logo de cara. Os seus exércitos só saberão avançar e atacar e, com o tempo, outras batidas serão acrescentadas aos seus tambores divinos.
Os estágios são repletos de itens para serem recolhidos e, no final, ajudarão o seu exército com um melhor armamento ou unidades mais fortes.
Chefões
A bela época dos chefões impossíveis de serem ultrapassados podem ter ficado apenas na lembrança de quem era viciado na série “Mega-Man”, entretanto “Patapon” revive o desafio. Os chefões, no final de algumas fases, precisam ser estudados de modo que a abordagem seja correta e o compasso descoberto.

"Patapon"
O interessante é que o jogo permite que você volte a enfrentar um chefão já vencido para testar a força de seu exército e conseguir mais alguns itens para aumentar seu poderio. Entretanto, após um tempo essa prática torna-se cansativa.
Veredicto
“Patapon” é a melhor pedida do momento para os consoles portáteis, principalmente enquanto “God of War: Chains of Olympus” não sai do forno. O pessoal da Interlink acertou em cheio novamente com a simplicidade e inovação. O lançamento é um ótimo investimento para tardes monótonas, chuvosas ou entediantes.
Nota: 9,0
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