“Wolf of the Battlefield: Commando 3”

Bruno Spingola
03.07.2008
Mais um jogo de tiro no estilo arcade de progressão vertical, “Wolf of the Battlefield: Commando 3” ressuscita a lendária franquia dos anos 80 da Capcom. O estilo de jogo é semelhante aos antecessores geriátricos – avance freneticamente para o norte enquanto coleta power-ups e armas novas. São hordas de inimigos aparecendo por todos os cantos da tela, proporcionando aquela carnificina gostosa e casual de um domingo à tarde chuvoso.

São três personagens que podem ser escolhidos para a matança, com níveis de habilidades diferentes: vida, poder de fogo e velocidade. Eles são movimentados com o direcional esquerdo do controle, enquanto com o direcional direito você atira automaticamente para o lado que estiver mirando – bem intuitivo e ridículo de aprender. As granadas ajudam quando os inimigos estão atrás de bunkers, e podem ser arremessadas com o botão RT. Do outro lado do joystick, o LT ativa o mega golpe de misericórdia: uma explosão ensandecida que arrebenta todos os terroristas na tela instantaneamente. Esse tal de M-Crash, como é chamado, vem acompanhado de uma animação bem bacana que atravessa a tela toda quando acionado.
Pena que a qualidade dos desenhos é sofrível. Defeito, aliás, que permeia toda a qualidade gráfica do jogo. Desde os menus até as ferramentas ingame, o design de “Commando 3” é muito bacana, mas acaba prejudicado pela qualidade dos desenhos, que não teria lugar nem em um Adult Swim do Cartoon Network. E pela história, muito mal animada e de conteúdo fraco.

Mas tudo bem, porque o objetivo aqui é explodir coisas, e em “WotB: C3” você pode fazê-lo com quatro armas diferentes: a tradicional metralhadora, um lança-chamas, uma bazuca ou uma escopeta de alcance menor, mas ângulo mais aberto. Faz falta permitirem que você troque entre as armas já coletadas, pois no calor da batalha você acaba às vezes pegando um lança-chamas sem querer, e aí é adeus bazuca. Além das armas, você ainda pode coletar power-ups para aumentar a força de seus tiros, granadas, kits médicos e vales M-Crash (são apenas três por vida, então esses são sempre bem-vindos).
Quando a coisa começa a ficar monótona, aparece algum veículo proporcionando mais velocidade pra carnificina – mesmo que seja apenas por alguns segundos. Isso é, se você conseguir controlá-los, pois eles são mais difíceis de manobrar que boi em dia de rodeio. Se conseguir, ele pode virar um touro e esmigalhar tudo que encontra pela frente. Arriba!

“Commando 3” apresenta um desafio considerável quando jogado em single player, principalmente pelo fato de não ter continues. Com um ou dois companheiros de carnificina o jogo fica consideravelmente mais fácil, seja em modo off line ou pela Live. E cuidado que as vidas dos – até – três personagens são compartilhadas: pra não dar uma de Madre Teresa, escolha bem seus comparsas. Também vale lembrar que o cenário às vezes atrapalha a visibilidade e você não consegue ver os tiros dos inimigos. O lança-chamas tem o mesmo defeito, fique esperto.
Embalado por uma trilha sonora muito bacana, “WotB: C3” em última análise não surpreende nem desaponta. É mais um game arcade com uma infinidade de “primos” quase idênticos na Live. Vale à pena dar uma checada se você é fã da série (“aê tiozão!”), curte o gênero ou está moscando em casa enquanto sua pré-compra do “Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots” não chega. Ou pelo bônus de poder jogar o beta de “Super Street Fighter II Turbo HD Remix”, que se bobear é o ponto mais forte do game.
Produtora: Capcom
Desenvolvedor: Backbone
Gênero: Ação
Jogadores: 1-3
Nota: 6
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