Presidente e COO da Nintendo of America fala sobre o Brasil

Renato Viliegas

Renato Viliegas, da Cidade do Panamá
22.08.2008

Durante a NEX 08, evento realizado pela Nintendo na Cidade do Panamá, o presidente e COO da Nintendo of America, Regie Fils-Aime, recebeu o Arena Turbo para um bate-papo exclusivo. Na pauta, o crescimento do mercado latino-americano, e claro, o Brasil.

Arena Turbo: Quando você assumiu a Nintendo, um de seus objetivos era expandir os negócios da empresa, especialmente para novos mercados. Chegou a vez do Brasil?
Fils-Aime: O Brasil é de tremenda importância para nós. A Nintendo acredita que se estivermos no Brasil de forma significativa, somente isso aumentaria nossa participação na América Latina em 60 ou 70%. Hoje, o preço de nossos produtos no país é alto demais, muito caro para os consumidores. Estamos constantemente buscando maneiras de melhorar isso, porque queremos realmente estar no Brasil.

Arena Turbo: E o que exatamente está sendo feito pela Nintendo para solucionar esse problema?
Fils-Aime: Já tivemos diversas conversas com o Governo brasileiro na tentativa de melhorar a questão dos impostos no país. Na verdade, esse é um problema que não depende da Nintendo; é uma questão de mercado. O que estamos fazendo é insistir no assunto, mas infelizmente, não houve grandes progressos até o momento.

Renato Viliegas

Presidente da Nintendo durante a conferência do Panamá

Arena Turbo: Uma volta ao modelo de negócios que a Nintendo tinha antes no país, em parceria com a Gradiente, não é uma opção no momento?
Fils-Aime: É uma opção muito difícil. O Wii é um hardware muito complicado de ser montado, e para nós, ter uma linha de montagem diferente da que temos hoje é muito complicado, seja em qualquer mercado.

Arena Turbo: Quando você fala estar no Brasil, você quer dizer com tudo o que o consumidor tem direito? Hardware, jogos traduzidos, suporte para internet e tudo o mais?
Fils-Aime: Sim, claro! Queremos tudo, de produtos compatíveis com a eletricidade local, prontos para se conectar online quando necessário, disponíveis em todos os pontos de mercado, e ao mesmo tempo em outros lugares do mundo.

Renato Viliegas

Regie Fils-Aime

Arena Turbo: E o que você acha que o gamer brasileiro pode fazer para ajudar nesse processo, e fazer com a Nintendo volte logo ao país?
Fils-Aime: Eu penso nisso cada vez que temos uma conversa com o Governo, ou com representantes do mercado. O que posso pedir ao gamer brasileiro é que ele apóie nossos esforços, que escrevam para a imprensa, que se manifestem a respeito. Que digam que querem a Nintendo ativamente no Brasil, e não só a Nintendo, mas todo um negócio legítimo de videogames.

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