“Wario Land: Shake It!”

Caio Teixeira
02.10.2008
O Nintendo Wii foi feito para revolucionar de todas as maneiras possíveis e imagináveis a jogabilidade dos games, desde tornar o gamer um espadachim até fazê-lo executar a dança da chuva sobre o acessório Balance Board. Então, digam-me, porque os produtores são tão saudosistas e insistem em colocar todo esse poderio imersivo em jogos de plataforma? Esqueçam, eu mesmo respondo: porque é muito divertido! “Wario Land: Shake It!” é um ótimo exemplo de como juntar o antigo e o novo.
A primeira aparição do personagem Wario, o gêmeo maligno de Mario (ah, os roteiros de novela mexicana...), foi no game “Super Mario Land 3: Wario Land”, lançado para GameBoy em 1995. Desde então, o irmão bastardo foi gradativamente ganhando fama e games próprios, sempre nos portáteis da Nintendo.
Jogabilidade
É o ponto alto de “Wario Land”, fazendo com que o player segure o Wiimote na horizontal, misturando a precisão do direcional analógico com o sensor de movimentos para ações mais interativas. Mas é exatamente nesse ponto que também fica um dos maiores problemas do game: algumas vezes você precisará ser rápido - como quando precisar mirar com o sensor antes de se catapultar com um canhão – e aí a vontade de chorar é inevitável; o sensor simplesmente não confia na sua decisão e vai apontar alguns centímetros acima, jogando seu Wario no limbo do “quase acertei!”.

De qualquer forma, o jogo é equilibrado. Haverá fases nas quais você poderá passar sem nem perceber que estava jogando, porém algumas serão tão divertidas quanto observar um dodô no sono - e olha que os dodôs já foram extintos. Você sempre terá de passar cada fase duas vezes, uma indo e outra voltando, sendo que no retorno você terá de correr contra o relógio, fator que, apesar de parecer repetitivo, não influencia negativamente o game, já que você estará mais preocupado em passar batido por todos os inimigos do que com a exploração – erro crasso em “Wario Land”, já que na volta você encontrará passagens que você não conseguia alcançar na ida.
Alguns golpes do Wario, como um super soco no chão ou balançar sacolas de ouro, necessitam que você saia chacoalhando o wiimote como uma maraca. Algum tempo depois a ação se torna meio estafante, mas se cansar, comece a chacoalhar seus inimigos - eles apenas se sentirão zonzos.

O interessante de “Wario Land” é que ele pode agradar desde os gamers casuais até os mais “sangue-nos-olhos” (mas com menor intensidade). Os puzzles e níveis de dificuldade variáveis fazem com que uma “jogada” nunca seja uma má ideia.
Gráficos
A grande maioria dos games de Wii não prima por sua beleza, mas isso não impede que os produtores caprichem quando necessário. Em “Wario Land” eles utilizaram a ótima fórmula do “simples + usual”, dando uma ótima flexibilidade para os cenários e personagens, sem esquecer das cores e sombras perfeitas.

De vez em quando, talvez, você sinta falta daquele reflexo de água de “Call of Duty 4”, ou do cenário árido de “Gears of War”, mas é garantido que “Wario Land” e seu estilo cartunesco não decepcione os gamers.
Som
Wario sai gritando e gargalhando seu próprio o nome o tempo inteiro. É só e é bom. Muito bom. Algo como sempre rir do Seu Madruga tomando um tapa da Dona Florinda.

Replay
O modo de história é rápido e relativamente fácil, fazendo com que um jogador mais ávido por ação (os eternos fãs das 48 horas de jogo da série “Final Fantasy”) e história se sintam um tanto quanto órfãos. Porém, o modo puzzle não deixa nada a desejar, fazendo com que você sempre tenha em mãos o game para tentar se auto-disparar corretamente daquele (maldito) canhão em movimento.
Produtora: Nintendo
Desenvolvedor: Nintendo
Gênero: Plataforma em 2D
Jogadores: 1
Nota: 7.8
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