Confira tudo que a nova expansão de "WoW" tem a oferecer

Bruno "Bagaço" Vasone
13.11.2008
Nesse exato momento, milhões de pessoas ao redor do mundo estão aglomeradas em torres de zepelim ou portos de Azeroth, esperando o lançamento da próxima expansão de “World of Warcraft”. Com “Wrath of the Lich King (WotLK)”, que chega às lojas hoje, a empresa Blizzard pela segunda vez expande os horizontes do mundo virtual que atualmente pode ser chamado de lar por mais de 11 milhões de pessoas ao redor do mundo – ao mesmo tempo em que pretende também bater o recorde atual de vendas para PC, ostentado pela primeira expansão do mesmo jogo, “The Burning Crusade”, que vendeu 2.4 milhões de cópias em apenas 24 horas.
- Confira o trailer de "Wrath of the Lich King"
Mas que tipo de inovações serão precisas para manter esse mundo vivo, ou trazer de volta os jogadores que o abandonaram pela grama mais verde de outros MMORPG’s como “Warhammer Online”, “Age of Conan” ou “Lord of the Rings Online”? O que exatamente “Wrath of the Lich King” tem pra oferecer aos jogadores, e como ela promete reinventar o mundo de Azeroth? Confira agora no especial que o ArenaTurbo preparou pra você.
Northrend
O novo continente de Northrend, palco principal da nova expansão e onde os jogadores poderão subir do nível 70 ao 80, é muito mais imersivo para fãs da franquia do que Outlands. Parte disso se dá por conta do segundo ser uma mistura de ficção científica com ilustrações de álbuns do grupo Yes. Northrend, no entanto, marca um retorno à temática e estilo visual da série clássica de “Warcraft”, apresentada nos games RTS, e dá continuidade à história de de Arthas Menethil, visto pela última vez em “Warcraft III: The Frozen Throne” quando se fundiu à Ner’zhul e tornou-se o novo Rei Lich.

Os territórios de Northrend são extremamente bem construídos, e longe de serem apenas as planícies de gelo que você imagina. Florestas, planícies e desertos fazem parte do continente, divididos em zonas que não só mostram o talento da Blizzard em criar conteúdo, mas também em guiar os jogadores por ele. Ele pode ser acessado por duas zonas de entrada, Borean Tundra e Howling Fjord, e não importa por qual você escolha começar sua experiência será memorável.
Uma nova zona exclusiva para combate entre jogadores também estará disponível, Lake Wintergrasp, em uma tentativa de trazer de volta ao jogo o PvP em mundo aberto, praticamente extinto após a introdução dos Battlegrounds – áreas instanciadas de PvP.
No centro de Northrend, a cidade mágica de Dalaran concentra os esforços da Aliança e Horda na guerra contra os dragões azuis de Malygos e, claro, o próprio Rei Lich. Ao longo de todo o território, são os pequenos detalhes que mais chamam a atenção: abutres sobrevoando uma área em busca de comida e eventualmente descendo atrás de alguma carcaça, um navio fantasma circulando erroneamente pela costa ou uma floresta consumida por chamas eternas.

Isso sem falar dos campos recheados de soldados mortos, ou à beira da morte, sendo transformados em mortos-vivos diante de seus próprios olhos, ou batalhas épicas entre impérios Anões há muito esquecidos, congeladas no tempo. O primor técnico na Blizzard está aparente ao longo de todo o continente. Não é incomum parar no meio de uma missão para assistir dois mamutes duelando pela supremacia de seu território – é esse tipo de coisa que torna o mundo de “Warcraft” em algo ainda mais vivo e recompensador, e a empresa conseguiu se superar novamente nesse quesito em “WotLK”.
Montarias áreas podem ser utilizadas em Northrend a partir do nível 77 – os desenvolvedores não queriam que todo mundo entrasse voando e não aproveitasse a experiência criada por eles em sua totalidade.

Death Knights e mudanças de classes
A segunda expansão de “WoW” também marca a introdução da primeira nova classe desde o lançamento do jogo: os Death Knights. Inspirados no anti-herói Arthas Menethil, esses cavaleiros da morte foram desenvolvidos com o papel duplo de “tankar” – sem a necessidade de escudos – e dar dano, dependendo de sua escolha de talentos. Sua jogabilidade é baseada em um sistema de runas, cravadas em sua espada ou machado, que são consumidas à medida que seus golpes são utilizados.
Os Death Knigths também são a primeira classe heróica do jogo, e apesar do que possa parecer isso não resulta em uma classe mais poderosa, mas sim em uma experiência mais épica de jogabilidade. Eles iniciam o jogo no nível 55, e possuem uma área inicial introdutória própria, que os leva até o nível 60 e direto para Outlands, dispensando por completo a necessidade de visitar os continentes clássicos de Azeroth. É possível criar um DK por servidor, sendo que para tal o jogador precisa possuir pelo menos um personagem de nível 55, no mínimo, em sua conta.

Além disso, todas as outras nove classes receberam novas habilidades e talentos. Warriors, por exemplo, podem empunhar duas armas de duas mãos e Hunters especializados em Beast Mastery são capazes de domesticar animais exóticos, como os dinossauros gigantes de Ungoro. Algumas classes, inclusive, receberam uma reconstrução total de jogabilidade, como os paladinos. O que nos leva às...
Dungeons e Raids
Nada melhor do que se aventurar em Azeroth com seus amigos, e no limiar desse tipo de jogo estão as dungeons e raids, nas quais é possível enfrentar chefes em até 25 pessoas. No entanto, muitas dessas experiências eram, até então, reservadas a jogadores hardcore, que conseguiam dedicar-se ao jogo religiosamente. Esse não é mais o caso em “Wrath of the Lich King”.
Em Northrend, a Blizzard adotou uma filosofia mais casual, permitindo que dungeons e raids possam ser jogadas em menor tempo e com menos requerimentos de classes e número de jogadores. As raids agora vêm em versões para 25 e 10 jogadores – os itens adquiridos nas de 25 são melhores, mas a mudança abre a possibilidade jogadores casuais também vivenciarem essas aventuras.

Ajuda também o fato de diversos “buffs” e habilidades de suporte específicas de cada classe terem sido redistribuídas entre várias, diminuindo a dependência de uma guilda por jogadores específicos para a realização de uma raid. O jogo agora conta com quatro classes de “tank”, e híbridos como shamans e druidas tiveram seu dano aumentado para quase equivaler ao de classes puramente focadas na função. Healers, ou curandeiros, também tiveram suas mecânicas de jogo melhoradas.
No geral, a filosofia em “WotLK” é diminuir os brutos requerimentos que um MMO normalmente exige de seus jogadores em prol da diversão. Um shadow priest ou fury warrior – especializações centradas na porrada - podem por exemplo curar e “tankar” instâncias para cinco pessoas, enquanto sobem seus personagens até o nível 80.
Resumindo, ficou mais fácil divertir-se apenas com seus amigos, e sem a necessidade de permanecer logado por longos períodos de tempo para finalizar uma aventura. Em contrapartida, jogadores mais hardcore podem encontrar desafio suficiente para destacarem-se do rebanho com os recentemente implantados...
Achievements
Como se já não fosse viciante o suficiente, “World of Warcraft” teve implantado no último patch de preparação à expansão o infame sistema de conquista – glorificado nas gamertags do Xbox 360. São literalmente centenas de desafios a serem cumpridos, alguns mais triviais como cair 65 jardas sem morrer, e outros mais cabeludos como completar uma raid inteira sem nenhum jogador morrer sequer uma vez ou completar mais de três mil quests.

Alguns deles oferecem recompensas, como montarias e títulos exclusivos, mas no geral cumprem o papel clássico de um sistema de conquistas – quantificar seu progresso no jogo e comparar aos (e esfregar na cara) de outros jogadores.
Servem também como alternativa hardcore aos jogadores mais dedicados, ou extremos, que se sentiram prejudicados pela nova casualidade do jogo. Conquistar o título de Magic Seeker, conferido à primeira guilda que derrotar dragão azul Malygos em cada servidor, será para poucos. Mas se PVE – Player Vs. Environment, ou jogadores contra o ambiente – não for sua praia, a peleja contra outros jogadores também tem suas próprias novidades...
Player vs Player
Lake Wintergrasp tem tudo para ser a nova menina dos olhos dos amantes do PvP de “WoW”. Uma zona inteiramente dedicada ao combate entre jogadores, ela também introduz os veículos de cerco, ou Siege, e prédios destrutíveis. A promessa da Blizzard é resgatar o combate PvP no mundo aberto do “WoW” clássico, enterrado prematuramente com a introdução dos battlegrounds instanciados nos primórdios do jogo, com dezenas de objetivos ligados à nova área.

Não menos importante são as arenas, centradas no combate 2v2, 3v3 e 5v5, que contarão com a introdução de dois novos cenários: um em Dalaran e outro em Orgrimmar, com obstáculos em movimento e novas mecânicas de interação. As temporadas de arena também voltam, com a quinta edição programada para meados de dezembro.
Um novo battleground centrado em veículos de cerco deve ajudar a quebrar a mesmice dos cenários de PvP instanciados, dedicados a grupos entre 10 a 40 jogadores. De maneira geral, amantes do PvP tem motivo de sobra para aguardar com empolgação essa expansão, principalmente se levarem em conta as vindouras customizações proporcionadas por uma nova profissão, que devem esquentar a treta contra outros jogadores...
Inscription
Além de aumentar o limite de habilidade e introduz novas receitas às profissões já existentes, “Wrath of the Lich King” também introduz uma nova profissão: Inscription – sem dúvida uma das mais interessantes do jogo até agora. Ela oferece aos jogadores a oportunidade de modificar suas magias e habilidades, tornando possível customizar sua jogabilidade de acordo com seu estilo de jogo.

É possível adicionar novos efeitos a magias existentes, aumentar sua intensidade ou apenas diminuir seu cooldown – o tempo que leva para poder utilizá-la novamente. Algumas inclusive dispensam o requerimento de reagentes para serem utilizadas. A profissão é sincronizada para atuar em paralelo ao herbalismo, com seus pergaminhos e glifos (glyphs) sendo produzidos com base nas inúmeras ervas de Azeroth.
Montarias e outras firulas
Nem só de combates se faz um MMO, e em “WotLK” a Blizzard fez um ótimo trabalho em nos lembrar que são os pequenos detalhes que moldam um jogo grandioso. Coisas como novos animaizinhos colecionáveis, como pinguins e dragões de gelo, e a inclusão de uma barbearia, que torna possível alterar cortes de cabelo, tatuagens, brincos e até dar uma lustrada nos seus chifres desgastados.
E se as montarias aéreas revolucionaram o transporte na expansão anterior, “WotLK” promete dar um passo além, com suas motocicletas e tapetes voadores. No topo da cadeia alimentar das montarias está o mamute, um verdadeiro colosso capaz de carregar até três jogadores ao mesmo tempo, além de comerciantes de reagentes e outras quinquilharias. A brincadeira pode sair cara, custando até 20 mil gold (a moeda do jogo), mas vale a pena se levar em conta que é possível consertar seus equipamentos em qualquer lugar do mapa.

As reputações também foram adaptadas para um estilo mais casual de jogo. Agora, ao invés de “grind” exaustivo, é necessário apenas vestir a tabard da facção desejada em dungeons para ganhar reputação com a mesma. A novidade recebe o nome de “championing”.
Já a trilha sonora é um espetáculo à parte, seguindo a tradição da Blizzard de compor músicas épicas para acompanhar os aventureiros digitais por suas jornadas, agora em Northrend. E no caso de “Wrath of the Lich King”, trata-se de uma jornada e tanto.
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