"Grand Theft Auto: Chinatown Wars"

Outer Space
20.03.2009
Ao ouvir falar de “GTA” no Nintendo DS, a primeira coisa que deve vir à mente de muitos jogadores são as limitações do portátil, como os gráficos e o espaço pequeno do cartucho. Afinal, se os jogos da série no PSP já parecem versões capadas daqueles de PlayStation 2, o que esperar de uma versão para um portátil de qualidades técnicas mais modestas em tempos de “GTA IV” para Xbox 360 e PS3?
“Chinatown Wars” chega ao DS como uma surpresa agradável, tanto para o Nintendo DS, que tem uma vasta biblioteca, mas com poucos jogos de qualidade neste tema, quanto para a própria série da Rockstar, que consegue fugir da mesmice ao forçar a adaptação a uma plataforma diferenciada.
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Aos passar os olhos por “Grand Theft Auto: Chinatown Wars”, a primeira referência visual que vem à mente são os clássicos da série “GTA”, como “GTA I, II” e "London", em que a ação era visualizada de cima com tudo em duas dimensões. Os gráficos eram tão simples que a série só conseguiu chamar atenção de moralistas preocupados com a violência nos jogos eletrônicos quando chegou a sua terceira edição e, consequentemente, ao 3D.
Mas em poucos segundos é possível perceber que os visuais em “Chinatown Wars” não são tão simples como na série clássica. Existe uma sensação de profundidade em todo o cenário, garantida pela movimentação da câmera e uma modelagem verdadeiramente tridimensional da cidade. Existem efeitos básicos como raios nas chuvas, ciclo de dia/noite e animações caprichadas em explosões de molotovs e em outros momentos piromaniacos. Para contornar a limitação gráfica do DS, a Rockstar recorreu a um estilo gráfico estilizado, meio cel-shaded, uma estratégia que funcionou bem – muito melhor do que tentar criar uma simulação realista ou deixar visuais idênticos aos dos jogos antigos, que são as abordagens-padrão de muitas desenvolvedoras ao transportar alguma série para o portátil.
Em contrapartida, a parte sonora deixa um pouco a desejar, principalmente pelo fato de terem sido forçados a abdicar da dublagem. Obviamente, não seria viável incluir tanta fala em um diminuto cartucho, e a solução seria mesmo se valer do texto escrito, mas como a interpretação sempre foi um dos pontos altos de GTA, ela se faz sentir aqui. Já a trilha sonora também não tem o impacto de sempre, com músicas conhecidas em alta-fidelidade. Foi substituída por composições instrumentais muito boas e cheias de groove, mas distantes daquela marca-registrada da série.
Leia a análise na íntegra no Outer Space.
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