Review: "Where the Wild Things Are"

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The New York Times - Seth Schiesel
04.11.2009

Geralmente se diz de bons filmes para a família que eles operam em níveis múltiplos: entretêm adultos e crianças. Criar um conto de apelo multigeracional frequentemente engloba combinar o vernáculo visual exagerado e menos sutil dos jovens com a escrita carregada de significado para os pais.

Esse podia ser o caso com o novo jogo do "Where the Wild Things Are". Mas não é. O game funciona em um nível: aquela do estudante do Ensino Fundamental que mata algumas horas antes do jantar.

Não que haja algo de errado com isso. Todo mundo, até uma criança, tem o direito de um momento sem pensar. Joguei a adaptação do jogo para Wii (também há versões para Xbox 360, Playstation 3 e Nintendo DS) e o achei completamente inofensivo. Não vai apodrecer o cérebro de ninguém.

 

Mas é também totalmente não-memorável e nada além de provocativo. O novo filme “Wild Things” de Spike Jonze foi feito para ser uma declaração artística autodirecionada. O novo jogo Wild Things, produzido pela Warner Brothers Interactive Entertainment, é o requisito aleatório de marketing.

E, no entanto, acho que os avós vão adorar esse jogo – não ao jogar, mas ao comprar aos netos como uma aposta segura quando não têm ideia do que a criança realmente gostaria e não conhecem nada mais substancial.
 
“Sei que o Joãozinho tem um Wii”, dizem enquanto entram no Wal-Mart. “Olha, um jogo do Wild Things. Parece bom”.

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Se esses mesmos avós fizerem uma escolha comparativamente desinteressante e levarem o Joãozinho para jantar em um restaurante local, a refeição será mercantilizada tanto quanto o jogo novo.

Mais uma vez, não que haja algo de errado com isso. Acredito que ninguém esperava que "Wild Things" fosse oferecer uma experiência realmente ambiciosa, completamente realizada. Encontrei apenas algumas falhas que me forçaram a recomeçar a fase, o que não é ruim para um game desse calibre. Somente algumas vezes perto do fim alguns dos túneis e bordas os quais Max deve atravessar se tornam irritantes e obtusos.

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E tenho certeza de que meu dedo indicador vai se recuperar em breve da dor de ficar apertando o botão de gatilho no controle do Wii repetidamente. O combate em "Wild Things" poderia ser descrito bondosamente como minimalista no sentido de que tudo o que se deve fazer é usar o mesmo gatilho repetidas vezes.

Dito isso, "Wild Things" não é um jogo medíocre ou desleixado. Algumas crianças vão gostar de ver a vila de "Wild Things" crescer enquanto Max explora as fases do jogo e coleta várias bugigangas. A violência envolve Max esmagando insetos gigantes e aranhas feitos de gosma preta com seu bastão. A outra metade da jogabilidade envolve pular de um lugar para outro sem cair em abismos e na água.

Os próprios "Wild Things" se movem de maneira interessante, mas não há nada no roteiro, na história, na jogabilidade ou no design do mundo que confira profundidade aos personagens ou ambientes ao redor deles. Dada a quantidade de atenção e dinheiro destinados ao filme “Wild Things”, isso é um pouco mais que decepcionante.

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Tags: Wii, Spike Jonze e análise.



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